10 mitos de SEO que não fazem sentido em 2020

10 mitos de SEO que não fazem sentido em 2020
14/08/2020 Paulo Dinis

Existe uma máxima que faz cada vez mais sentido: “pode enganar os motores de pesquisa uma vez, mas não os pode enganar para sempre”. Posto isto, esqueça todos aqueles truques que faziam sentido há alguns anos e foque a sua estratégia de SEO em alterações que fazem realmente a diferença.

Sejamos sinceros: aparecer nos primeiros resultados orgânicos do Google, é o grande objetivo de qualquer marca. O problema é que não é fácil fazer com que a nossa empresa se destaque perante a concorrência em termos digitais. Para isso, é necessário acompanhar as várias atualizações que o Google vai sofrendo e perceber onde devemos realmente focar os nossos esforços. Este artigo vai dar uma ajuda neste campo.

Artigo recomendado: O que é SEO e como ajuda a sua empresa a crescer?

10 mitos de SEO que já não fazem diferença em 2020

1. Submeter o site no Google

É verdade que, no passado, submeter o seu novo site no Google podia fazer com que este fosse indexado mais rapidamente, mas ainda existe a ideia de que tomar este passo ajudar a melhorar o seu ranking nos motores de pesquisa.

Como o Google usa web crawlers (rastreadores web) que estão constantemente à procura de novos conteúdos na internet para indexar, não existe a necessidade de submeter o seu novo site.

Caso tenha feita alterações ou criado páginas novas no seu site, pode (e deve) atualizar o sitemap (ficheiro que mostra a arquitetura do site aos motores de pesquisa) e enviá-lo para o Google, de forma a acelerar o processo de indexação das novas alterações.

2. Focar-se mais nos links do que nos conteúdos do site

No passado, a grande preocupação dos estrategas de SEO era ter o maior número possível de links e de backlinks nos sites. Isto porque, para o Google, os links demonstram autoridade, ou seja, um voto de confiança no nosso conteúdo.

O problema é que o Google foi aperfeiçoando cada vez mais o seu algoritmo e, hoje em dia, já consegue distinguir quais são os links que realmente interessam e quais são aqueles que foram apenas colocados para fazer parecer que o site é interessante.

Posto isto, se está indeciso entre encher o seu site de links e backlinks só porque sim, o nosso conselho é focar-se sempre na criação de conteúdos relevantes para os seus potenciais clientes. Uma coisa é certa: se os conteúdos forem bons e responderem às necessidades dos seus potenciais clientes, o Google vai dar-lhes um maior destaque.

3. Encher o site de keywords

Hoje em dia, existem cada vez mais pessoas que recorrem à voz para fazer pesquisas no Google, o que fez com que os motores de pesquisa tivessem de se adaptar a esta nova realidade.

A introdução de novos algoritmos que reconhecem frases em vez de apenas algumas palavras, veio dinamizar a área do SEO, mostrando a importância de criar estratégias de otimização por tópicos e não apenas por keywords específicas.

Em vez de focarem todos os seus esforços de SEO numa keyword, os marketers devem trabalhar para responder a determinados tópicos de pesquisa, criando conteúdos que respondem às questões dos seus potenciais clientes.

Artigo recomendado: Como melhorar o SEO de artigos de blog

4. As meta descritptions têm um grande impacto nos rankings

Este é uma discussão antiga. Será que as meta descriptions têm ou não impacto na posição em que o seu site aparece nos motores de pesquisa. A resposta é: nem por isso.

Mesmo assim, é importante colocar as keywords específicas (ou tópicos) e focar-se em criar descrições que chamem a atenção do utilizador e o levem a clicar no seu link em vez de todos os outros que aparecem nos resultados de pesquisa. É que as meta descriptions podem não ser relevantes para SEO mas, se forem bem escritas, fazem toda a diferença no número de cliques para o seu site.

5. O SEO deve ser pensado pela equipa de IT

Aqui está um ótimo exemplo de um mito que não podia estar mais errado. Apesar de muitos marketers ainda olharem para o SEO apenas como uma questão técnica de construção do site, a verdade é que a otimização para motores de pesquisa é, cada vez mais, um trabalho a tempo inteiro para uma equipa.

Além de se focarem na estratégia de SEO criada para gerar tráfego e garantir visibilidade orgânica nos motores de pesquisa, as pessoas ou equipa responsável por esta otimização, devem também ser responsáveis pela definição de keywords e tópicos a utilizar, pela criação do calendário editorial e pela revisão do política de link building, por exemplo.

6. A homepage deve ter muito conteúdo

Quantas vezes navegou em sites que têm apenas uma página cheia de texto? Ou então apinhada de imagens que, apesar de lhe darem um look muito moderno, não permitem perceber o que faz a empresa?

Muitos marketers têm a tendência de colocar toda a informação possível na homepage, com medo de que os visitantes não naveguem para outras páginas do seu site, mas isso é errado (tanto em termos de lógica de construção de websites como de SEO).

O objetivo de uma homepage deve ser a de criar uma boa impressão ao utilizador (visualmente e em experiência de navegação), mas também de explicar o que a empresa faz e direcionar aqueles que querem saber mais para as páginas certas.

Isso não quer dizer que deve criar um site com inúmeras páginas. Nunca se esqueça que deve sempre dar prioridade à qualidade. Ou seja, não vale a pena ter muitas páginas no site se depois não consegue criar conteúdos relevantes que levem tráfego a essas páginas.

Artigo recomendado: O que acontece ao SEO do seu site se parar de criar conteúdos?

7. O SEO Local tem pouca importância

Errado! Cada vez mais, o objetivo dos motores de pesquisa é mostrarem os resultados mais indicados. Se estiver em Lisboa e pesquisar por “churrasqueira”, a grande preocupação do Google é mostrar-lhe resultados orgânicos de churrasqueiras na zona em que se encontra e não noutra parte da cidade.

Para garantir que o seu negócio aparece nas pesquisas locais, deve atualizar a informação da sua empresa no Google My Business e cumprir uma série de requisitos, tais como uma boa avaliação por parte dos utilizadores, para garantir que aparece nos resultados de pesquisas locais.

8. O meu site não precisa de estar otimizado para mobile

O Google dá cada vez mais importância à experiência mobile dos sites, posicionando melhor aqueles que são mobile-friendly e deixando para trás aqueles que não estão otimizados para diferentes dispositivos. Isto explica-se pelo cada vez maior número de pesquisas feitas em dispositivos móveis.

Pode testar se o seu site é ou não mobile-friendly através desta plataforma gratuita da Google.

Artigo recomendado: Como o Mobile-First Indexing afeta as pesquisas do Google

9. Os vídeos não fazem qualquer diferença em SEO

Tendo em conta que o Youtube é o segundo maior motor de pesquisas do mundo, esta afirmação está longe de ser verdade.

Se está indeciso em criar ou não conteúdos em vídeo para colocar no Youtube e no seu site, pare de pensar e comece a criá-los. Além de ser um conteúdo que permite criar relações mais fiéis com os utilizadores (partindo do princípio que os vídeos são relevantes), permite também aumentar o tempo de navegação no seu site, o que é um índice importante para o Google.

Tal como as imagens, que devem ser colocadas com algumas informação importante para os motores de pesquisa, como o alt text, por exemplo, também os vídeos devem obedecer a algumas regras para garantir que são encontrados facilmente. Sendo assim, deve otimizar:

  • O título e descrição;
  • As categorias e tags;
  • O ficheiro SRT
  • Os thumbnails (imagem de apresentação)

10. Só preciso de tráfego do Google para ter um site de sucesso

Sim, o Google é o maior e mais utilizado motor de pesquisa do mundo, mas isso não quer dizer que seja a única fonte importante de tráfego.

Não se esqueça que, para o Google tudo conta (para o bem e para o mau): o seu site foi partilhado por outro site com uma boa autoridade de domínio? Quando partilha os artigos do blog nas redes sociais recebe muitos likes e partilhas? Existem outros autores de blog que direcionam os seus conteúdos para o seu site? Todas estas questões são importantes para o Google, que atribui um ranking a cada uma destas ações.

Mesmo assim, não se esqueça que o mais importante é manter a qualidade e não entrar em esquemas estranhos, como estratégias de link building com outros sites apenas com o objetivo de obter links. No final, o Google descobre sempre...

Artigo recomendado: Como atrair tráfego para o seu website através da criação de conteúdo

Agora que já sabe o que não funciona em termos de SEO em 2020, já se pode focar no que vai realmente fazer a diferença e colocar o site da sua empresa nos primeiros resultados orgânicos do Google. Se precisar de ajuda, é só falar connosco.


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